Rio de Janeiro, 05/02/2012 | 22:52
Sergio Prazeres, Presidente do Grupo de Midia do Rio de Janeiro, sempre esteve envolvido com a divisão online. Em suas mãos, sempre ficou a responsabilidade de inovar e permitir que os projetos do site fossem levados adiante. Como presidente, Sergio Prazeres marca presença ativa, discute e procura soluções com outras entidades.
Lia Lewel: Quais os maiores desafios da área de mídia atualmente?
Sergio Prazeres: Lidar com a diversidade de meios e com as múltiplas formas de uso desses meios. Talvez esse último seja o maior desafio, considerando a mídia como fonte de informação e entretenimento e agora também tão forte para expressão, consumo e conexão. São muitas as oportunidades, mas por outro ponto de vista, são também obrigatoriedades, novos espaços que as empresas ficam obrigadas a participar e ocupar.
LL: E para o Grupo de Mídia, quais são os desafios?
SP: Manter a representatividade Grupo, como referência para defesa da ética e de questões importantes para área. Atuar como elo para acesso e propagação de informações, contribuindo para o desenvolvimento profissional da área, para atualização e renovação dos profissionais. Não é fácil conciliar o volume de compromissos de trabalho com a atuação corporativa, mas é historicamente fundamental para importância da mídia esse empenho.
LL: Apesar da palavra “crise” ter rondado todo o primeiro semestre, ela se tornará uma realidade para esse ano?
SP: A retração dos mercados é uma realidade que atinge de forma mais acentuada alguns segmentos de negócios do que outros. Esse ano se equiparando ao anterior já será uma conquista, mas em alguns casos teremos crescimento, e as perspectivas são as melhores possíveis. Temos o pré-sal, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Será preciso muita vontade, porque trabalho é o que não faltará, concorda?
LL: Exatamente, o Rio de Janeiro será sede das Olimpíadas em 2016 e receberá a Copa do Mundo em 2014. Como você acha que esses fatos aquecerão o mercado carioca?
SP: Diversos veículos já sentiram nos últimos dias a disposição dos anunciantes em se associarem a momentos como esses. A oferta e a busca por informações dos eventos criarão uma série de oportunidades, com ápice durante as transmissões. Os veículos poderão desenvolver pacotes comerciais ainda mais amplos, integrados e longos, como exemplo dos jogos Pan-americanos. A cidade precisará se preparar para realiza-los, recebendo um fluxo extremamente intensificado de visitantes, indicando uma importância muito grande para as mídias exteriores. Para as agências, além dos anunciantes buscando associação, a organização dos eventos envolverá diversos segmentos de negócios, fazendo com que muitas empresas tenham necessidade de se comunicar, precisando de assessoria especializada para isso.
LL: Qual a mensagem você deixa para os profissionais?
SP: A atividade de mídia é muito importante e isso deve ser sentido no cotidiano do trabalho dentro das agências. Ela precisa ser exercida a partir de sua essência técnica, com suporte de informações de pesquisas, e com criatividade. Devemos lutar pela instrumentação das agências com esses recursos, ao mesmo tempo que lutar pela maior democratização deles a partir de pacotes e preços acessíveis. Essa é a base que garante o sucesso do nosso trabalho, o que se reverte em reconhecimento dos anunciantes e a valorização da Mídia. É o círculo virtuoso que vivemos há muito tempo e que continuaremos vivendo.