Rio de Janeiro, 22/02/2012 | 17:23
Um levantamento mundial que traçou um perfil do sexo feminino em 22 países mostra que o poder de consumo das mulheres vai aumentar em US$ 8 trilhões nos próximos cinco anos e saltar para US$ 28 trilhões. Michael Silverstein, consultor sênior do Boston Consulting Group (BCG) e coordenador do estudo, avaliou que a economia feminina terá impacto ainda maior do que o PIB conjunto dos países do Bric (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia e China). Por trás dessas cifras há, entre outras, a previsão de que a força de trabalho feminina crescerá 20% até 2014.
Pelo estudo, é possível estabelecer contrastes que emergem do retrato das brasileiras revelado pela pesquisa:
De cada 100 entrevistadas, 91 dizem que ganharão mais dinheiro em cinco anos, ante 71 da média internacional. Educação é a chave para alcançar o sucesso, segundo 87% das brasileiras – índice igualmente superior ao da média mundial (64%).
As estatísticas oficiais confirmam que as mulheres formam 43% da população economicamente ativa (gente que está ocupada ou buscando emprego), já são maioria nas universidades (57%) e chefiam 35% das famílias, ou 21,3 milhões de lares, um crescimento de quase 9% em apenas um ano, de acordo com o IBGE.

Informações da matéria publicada em Época Negócios por Karla Spotorno