Rio de Janeiro, 07/02/2012 | 15:07
Por Fernando SC Dias, co-fundador do MobileMonday SP
A interação é mais velha que a comunicação verbal. A interação é feita pelo ser
humano de várias formas e, como um ser social, ele apoia sua natureza no sentido e condução que dá para ela. Mesmo assim, com o advento da internet e o nascimento da interação digital, ficamos assustados com o seu poder. Nada mais natural que ocorresse; algo que é natural para o ser humano fazer no seu meio “não digital” casaria naturalmente, com o seu meio digital. Quanto a isto não temos muito que comentar.
E assim, com a Internet, o ser humano passou 10 anos se adaptando e evoluindo
com esta nova forma de interação. Dentro dela, se conectava, conversava com
comunicadores online, desenvolvia sites e perfis sociais, escolhia seu estilo, como
se fosse uma espécie de “roupa” online, buscava informações (como nas páginas
amarelas), entre outros. Mesmo com esta evolução natural da interatividade, todos
ficaram assustados e disseram que a Internet tomaria o lugar da televisão.
Neste intervalo, também nasceram os aparelhos celulares digitais, que antes eram
apenas um canal de voz, que evoluiu para o envio e recebimento de textos e depois, dados. Com isto, achamos mais uma forma (ou plataforma) móvel de acessar a interatividade digital e fizemos com ela o que sempre fazíamos: interagir socialmente (ligações, mensagens de texto, fotos, vídeos). Então vieram os smartphones e assim, muitas funcionalidades da internet passaram a ser acessadas, também, pelo celular.
Mesmo com esta evolução natural da interatividade, ficamos surpresos e dissemos
que o celular tomaria o lugar da internet. Afinal, somamos atualmente 190 milhões de celulares ativos contra 40 milhões de usuários de Internet.
Engraçado, hoje, estou em casa escrevendo este artigo no meu computador,
assistindo televisão e com o meu celular ao lado. Não acredito que eles
queiram “matar” uns aos outros, aliás, os três estão à espera do meu comando para melhor me servir, à minha disposição para que eu decida qual, quando e como utilizar cada um deles.
Uma coisa que aprendemos na evolução comportamental e cultural da humanidade é que nada “mata” outra coisa ou toma o seu lugar. As coisas convergem e evoluem, às vezes juntas, às vezes separadas. Um ótimo exemplo é o pager de texto que hoje entrou na telinha do celular e chama-se SMS.
Acredito que a televisão com sua evolução digital e interativa, ficará muito parecida com o laptop, com uma tela grande semelhante a um computador, mas será um diferente navegador na internet. Ressalto que não será um desktop de trabalho tão eficiente quanto o próprio laptop. Já o laptop ficará muito parecido com o celular, como um Ipad ou Kindle, mas não será tão móvel como um smartphone. Por fim, o smartphone será muito parecido como uma televisão portátil, com resoluções de tela incríveis, mas não terá o mesmo conforto de assistir um filme em uma grande tela, talvez seja útil para um filme rápido do Youtube ou mesmo um vídeo mais curto.
Que as plataformas interativas existirão é fato, tanto digitais ou não, todas unificadas, complementando umas as outras, de forma que sejam utilizadas por nós da melhor maneira que convier.