Rio de Janeiro, 17/05/2012 | 16:56
O YouTube surgiu em junho de 2005 como uma plataforma de interface simples e integrada, tornando-se pioneiro em popularizar o compartilhamento de vídeos pela web. O site é hoje um dos mais acessados do mundo, e seu grande êxito suscitou o interesse pelo papel que as novas mídias participativas estão desempenhando.
Partindo do levantamento de 4.320 vídeos de grande audiência no site, os pesquisadores Joshua Green e Jean Burgess apresentam em YouTube e a revolução digital um estudo crítico e detalhado das formas como o público está utilizando essa ferramenta, suas controvérsias e preferências, traçando assim o que os autores chamam de “ uma ideia da forma e do escopo da cultura típica do YouTube”.
O livro analisa também as razões pelas quais o site se tornou “o país das maravilhas do marketing viral”, mas alvo principal na disputa por direitos autorais. No âmbito da Cultura participativa, não fica de fora a tradicional disputa por canais de comunicação e divulgação de ideias, historicamente dominados pelos grandes conglomerados de mídia.
Dando ênfase para as questões culturais e políticas, YouTube e a revolução digital é a primeira pesquisa em grande escala que introduz o YouTube nos estudos sobre mídia e sociedade. O livro conta ainda com capítulo de Henry Jenkins, autor do cultuado “Cultura da convergência”, que vai analisar os primórdios do YouTube.
Sobre os autores:
Joshua Green é coordenador de pesquisas do Convergence Culture Consortium no mit (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e pós-doutorado no programa de Estudos de Mídia Comparativa da Queensland University of Technology da Austrália. Seus estudos abordam a formação da
audiência participativa, além da nova relação entre produtores e consumidores. Ele se apresenta regularmente em conferências na indústria e em universidades e estará presente nos dias 20 e 21 de outubro no NEW BRAND COMMUNICATION 2009.